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Diana Bonar é Especialista em Gestão de Conflitos e Comunicação Não Violenta

A pergunta que sempre faço para os pais e mães é: Qual é a sua reação quando você fica frustrado ou frustrada ou com raiva?

As reações podem variar de pessoa para pessoa, mas haverá alguma reação. É comum que a gente xingue, chore, reclame, desabafe com alguém. Passamos por momentos de frustração desde que nascemos e aos poucos vamos aprendendo a lidar com essa e outras emoções difíceis.

Agora imagina que você queria muito um emprego e não conseguiu! Você está lá chateado e reclamando da vida. Daí vem alguém e diz “para de drama, que exagero, para de chorar, que manha!” Você acha que esses rótulos todos te ajudam? Possivelmente não, né?! Pois é, e também não ajudam as crianças.

O que chamamos de BIRRA nada mais é do que o rótulo que nós damos para uma criança que está aprendendo a lidar com suas emoções diante da nossa incapacidade de lidar com elas! Portanto, a sua irritação diante de um comportamento desafiador, diz muito sobre você mesma/mesmo.

Mas e aí, o que podemos fazer? Pare e pense: você quer simplesmente interromper e dar um fim aquele comportamento ou você quer acolher o seu filho ou filha? Ambos serão desafiadores, mas a segunda opção será carregada de empatia, paciência e aprendizado.

A criança vive muito mais o momento presente do que nós adultos. Então quando o chocolate tão desejado é negado, a criança sente com muito mais força e intensidade, e demonstra com o choro, grito, jogando as coisas, se jogando para trás. Esta é a forma que até o momento ela aprendeu para lidar com suas emoções. Veja esta criança como um ser em desenvolvimento, ela precisa aprender novas alternativas para lidar com as emoções, sobre as quais ela não tem controle. A sua função como pai é mãe, é justamente contribuir com este caminho.

O que você pode fazer neste momento?

  • Se abaixe e olhe para criança na altura dela;
  • Verbalize e demostre que você está ali com ela;
  • Nomeia a emoção que você acha que ela está sentindo e mostre que você compreende;
  • Ao invés de dizer o que não fazer, ajude a criança a pensar novas alternativas sobre como lidar com a sua frustração;
  • Não se preocupe com a opinião dos outros, acolha seu filho/a com compaixão e empatia, esta postura irá ajudá-lo a desenvolver a sua inteligência emocional;

Uma fala possível seria: “Filha, estou vendo que você queria muito o chocolate, e nesse momento mamãe/papai não vai conseguir comprar, compreendo que você esteja frustrada e chateada. Eu estou aqui com você. Você pode dar um abraço, pode chorar, podemos inventar uma brincadeira. Mas jogar as coisas longe e bater não pode.”

Isso não significa que em um passe de mágica a criança vai virar para você e dizer “É isso mesmo mamãe, obrigada”, não! Ela vai continuar chorando. Algumas pedem um abraço ou colo. E depois passa. Este movimento é importante para acolher a criança, ter compaixão pela sua inabilidade de lidar com essas emoções e ensiná-la, aos poucos, a nomear os sentimentos e, a desenhar novas estratégias de como lidar com essas emoções.

 

Diana Bonar é Especialista em Gestão de Conflitos e Comunicação Não Violenta com mais de 10 anos de experiência na prevenção da violência e construção da paz em áreas conflagradas.

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